São Pedro e São Paulo Apóstolos: cantos litúrgicos, comentário e dicas
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29/06/2019 Por Rita Gomes (via Vida Pastoral), O Canto na Liturgia; CNBB; Canal Palavra de Vida Notícias São Pedro e São Paulo Apóstolos: cantos litúrgicos, comentário e dicas
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Deus sustenta e liberta os seus servos

I. Introdução geral

O evangelho do domingo anterior trazia, entre outros, o tema das exigências para o seguimento do Cristo, e uma delas era tomar a cruz. Esta celebração nos convida a contemplar a experiência dos apóstolos Pedro e Paulo, que não só tomaram a cruz no sentido de assumir a cruz de Cristo, mas a experimentaram totalmente. Com justa razão, a Igreja os recebe como suas colunas e celebra sua vida e doação ao anúncio do evangelho.

II. Sugestão de cantos litúrgicos de acordo com o Hinário Litúrgico (CNBB)

Partitura: Para ter acesso às partituras dos cantos desse domingo, acesse o documento abaixo.

III. Comentários dos textos bíblicos

1. Evangelho (Mt 16,13-19): “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”

O evangelho do domingo passado trazia o testemunho lucano do trecho conhecido como “primado de Pedro”. Nesta solenidade de São Pedro e São Paulo, o evangelho traz a versão mateana desse texto. Na resposta à pergunta de Jesus sobre quem as pessoas dizem que ele é, acrescenta-se aos nomes de João Batista e Elias o de Jeremias, entre as possíveis identificações com a pessoa de Jesus. É bem interessante essa perspectiva mateana, porque Jeremias é considerado um profeta sofredor.

Como nos outros evangelhos sinópticos, Jesus dirige a pergunta aos discípulos e Pedro responde por eles: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (v. 16). Só Mateus une o título Filho de Deus ao de Messias. Nesse trecho, e só nesse evangelho, Jesus felicita a Pedro por sua resposta, acrescentando que não é a condição humana que o faz reconhecer sua messianidade, mas uma revelação de Deus. Essa é a razão por que o Senhor lhe confere a responsabilidade por sua Igreja.

2. I leitura (At 12,1-11): “Levanta-te depressa!”

A primeira leitura, dos Atos dos Apóstolos, atesta o aprisionamento e a libertação miraculosa de Pedro. O texto começa e termina com uma referência ao rei Herodes. Além disso, duas outras referências a esse rei enquadram o v. 5, no qual se afirma que a Igreja rezava continuamente por Pedro enquanto este estava encarcerado.

A libertação fora do comum ocorrida em favor de Pedro vem como resposta à oração incessante da comunidade. Isso é um indício da importância que o apóstolo já tinha para a comunidade primitiva. Ao final, o próprio Pedro reconhece que o Senhor, por meio de seu anjo, é o responsável por sua libertação.

3. II leitura (2Tm 4,6-8.17-18): “Completei a corrida, guardei a fé”

A segunda leitura traz o texto conhecido como “testamento de Paulo”. Na verdade, esse texto é verdadeira confissão de fé. O apóstolo parece perceber que seu fim está próximo e testemunha sua fidelidade ao Senhor e sua coerência de vida de fé. Paulo expressa a confiança de que sua vida será contada como justa e o próprio Senhor atestará a justiça de sua conduta.

Toda essa confiança de Paulo está, porém, assentada na certeza de que o Senhor esteve sempre ao seu lado e foi ele quem o fez anunciar a mensagem. A sequência do texto traz palavras de libertação que não deixam de ser também palavras de confiança em Deus diante do fim iminente.

IV. Pistas para reflexão

Pedro e Paulo são, de acordo com a tradição, as pedras fundamentais da Igreja. Os textos desta celebração vão muito além da atestação de seu papel fundamental na existência da Igreja; revelam a grande importância que adquiriram por seu testemunho de vida, ao se conformarem a Cristo pelo sofrimento, perseguição e morte. A tradição da Igreja afirma que Pedro foi crucificado, mas, não se sentindo digno de morrer como o Senhor, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo. Independentemente da exatidão desse relato, é certo que sofreu o martírio, como também Paulo. Pedro e Paulo são, segundo os Atos dos Apóstolos, as figuras de maior destaque na Igreja, embora, inicialmente, Tiago apareça como a figura maior na Igreja de Jerusalém. O livro dos Atos dos Apóstolos testemunha que a Paulo se deve a expansão da Igreja, por seu trabalho de evangelização dos gentios, e a Pedro sua conservação, por seu trabalho de evangelização e acompanhamento das Igrejas judaico-cristãs. Na origem da Igreja cristã se encontravam judeu-cristãos e gentio-cristãos, e nada mais lógico que cada grupo originário contasse com um representante que fosse sua coluna de sustentação. Festejemos, portanto, com alegria as colunas da Igreja: Pedro e Paulo!

V. Comentário de Frei Oton, OFM no Canal Palavra de Vida: O Evangelho ao nosso alcance

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