CRB: 67 anos de profecia
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12/02/2021 CRB Notícias CRB: 67 anos de profecia
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Em 11 de fevereiro de 1954 nascia a CRB Nacional para a Igreja e para a VRC como uma bênção de Deus. Nascia dentro do Congresso Nacional dos Religiosos do Brasil realizado de 7 a 13 de fevereiro, no Rio de Janeiro (RJ), com a participação de mais de 1000 religiosos e religiosas de diversos lugares do Brasil.

De 1954 a 1965, construíram-se os alicerces de algo novo que estava nascendo. Na ata de fundação, em sessão oficial, foram levados ao Plenário alguns critérios, no primeiro: “Não legislar primeiro e depois fazer, mas seguir o caminho contrário que foi sempre o de todos os fundadores religiosos”. No segundo, “Com esta sobriedade, pretende-se deixar margem de iniciativa à Diretoria para imprimir à Conferência o ritmo e a orientação que a Providência Divina indicar através dos acontecimentos”.

Marcas fortes deste período merecem ser lembradas: o movimento bíblico, o movimento litúrgico, a catequese, a renovação paroquial, a renovação da teologia, o movimento de Natal com duas frentes (A denúncia da seca e seus mecanismos de sustentação e as escolas radiofônicas do movimento de educação de base – MEB), a Ação Católica, o Movimento por um Mundo Melhor e a criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

De 1962 a 1965, a CRB viveu um sopro de criatividade inédita pelo caminho aberto pelo Concílio Vaticano II. A palavra-chave era “aggiornamento”, ou seja, tornar a Igreja atual. Neste contexto vive-se com a CNBB, o Plano de Pastoral de Conjunto.

De 1965 a 1979 – a partir do povo e na Igreja, sob o signo do Vaticano II – uma etapa desafiadora de revisões, questionamentos e buscas. Aqui se fez a redescoberta da missão profética da Vida Religiosa. Muito contribuiu o Sínodo sobre a Evangelização no mundo de hoje (1974) e a correspondente Exortação do Papa São Paulo VI Evangelii Nuntiandi (1975).

Neste período nasceu a Revista Convergência com temas sobre a Vida Consagrada e reflexões sobre a missão dos religiosos e religiosas. Surgiram grupos de reflexão para as diversas áreas: teológica, formação, educação e cursos especiais como o CETESP e o CERNE.

A partir 1979 até 2004, um período com jeito de mulher, “Há uma esperança para o futuro! Há setas indicando teu caminho! (Jr 31,17-21)”. Em 2001 se deu a eleição da primeira mulher para a presidência da CRB, Ir. Maris Bolzan, sds.

Nascidas no mesmo contexto eclesial, ressalta-se como um dos “sinais dos tempos” a caminhada conjunta e o bom relacionamento da CRB com a CNBB.

No século 21, a CRB ampliou seus horizontes e prioridades acentuando alguns marcos definidos em suas diversas assembleias: a formação, a intercongregacionalidade, a espiritualidade, a opção pelos excluídos, o compromisso com a missão além-fronteiras, as parcerias com as conferências irmãs da América Latina, o cuidado com a comunidade, a atenção à questão de gênero e etnia, as novas formas de vida religiosa, os migrantes e refugiados, os idosos e as novas gerações.

Vínculos mais amplos, hoje, se expressam com as 20 Regionais do Brasil, a União das Superioras Gerais das Congregações Brasileiras (USGCB), a União Internacional das Superioras Gerais (UISG), o  Fórum Nacional das Entidades Filantrópicas (FONIF), a Conferência Latino-Americana de Religiosos (CLAR) da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica (CIVCSVA),  a Cáritas, a Rede Um Grito pela Vida, a Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), o Centro Cultural Missionário (CCM) e a CNBB.

Ao celebrar os 67 anos de caminhada no seguimento de Jesus, a atual presidente da CRB, Ir. Maria Inês Vieira Ribeiro, mad, saúda aos consagrados e consagradas, convidando a “continuar no ardor profético, na alegria da consagração e no impulso missionário!”.

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