A imposição do pálio ao arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos
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03/09/2019 Arquidiocese de Vitória Notícias A imposição do pálio ao arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos
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A Celebração Eucarística  de imposição do pálio ao Arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos, OFM aconteceu na manhã do domingo, 25 de agosto, na Catedral Metropolitana de Vitória. O núncio apostólico no Brasil, Dom Giovanni D’Aniello, foi a Vitória especialmente para a cerimônia, que teve início quando ele foi recebido na entrada principal da Catedral, juntamente com o arcebispo Dom Dario Campos, pelo pároco Pe. Renato Criste.

Ao entrar, o núncio, acompanhado por padre Renato e Dom Dario, aspergiu água benta nos fieis, e em seguida, os três se dirigiram até a Capela do Santíssimo para um momento de oração e depois voltaram para a sacristia.

A  veste litúrgica foi levada até o altar durante a procissão de entrada e, em seguida, iniciou-se a  cerimônia de imposição do pálio a Dom Dario. Ajoelhado  em frente ao Núncio Apostólico, Dom Dario fez sua profissão de fé e juramento, e teve o palio imposto sobre seus ombros.

Em seguida, Dom Dario levantou-se, cumprimentou Dom Giovanni com um abraço e saudou os fiéis, passando a presidir a Celebração. Antes de iniciar sua reflexão, após as leituras, Dom Giovanni saudou a todos e disse que estava trazendo também uma grande saudação do Papa Francisco a todos.

“Ele iniciou fazendo uma reflexão sobre a primeira parte do Evangelho, quando o Senhor nos fala que precisamos fazer todo o esforço possível para  entrar pela porta estreita, mas que quando queremos entrar, ele inicialmente é duro conosco.

“O Senhor  diz que não podemos entrar porque não praticamos a justiça. Existe  uma relação entre a justiça e a porta estreita. Fazer justiça significa fazer a vontade de Deus, ser justo e sobretudo na frente de Deus, para depois sermos justos na frente dos homens. Justiça é amar, é considerar o outro igual a mim. Ser justo significa amar o próximo. E só nesse momento a porta se abre para que a gente entre. A porta na qual todos nós queremos entrar é a porta da eternidade. O Senhor é duro no começo, mas depois faz o convite a cada um de nós, para sermos justos na frente de Deus. Para isso é preciso sermos justo uns com os outros”, comentou.

Em seguida, Dom Giovanni continuou falando do amor de Deus, afirmando que um dos sinais desse amor para conosco, enquanto comunidade católica, é que Ele nos dá “apóstolos”, que continuam a missão dos santos apóstolos, dando nos os bispos, os padres,  os religiosos.

“A Igreja deu a Vitória um novo arcebispo, e hoje está lhe impondo o pálio como sinal de unidade. Devemos ficar felizes com esse gesto de amor de Deus e retribuir esse gesto amando a Deus através da pessoa do bispo e tudo que ele significa”, refletiu.

Dom Giovanni explicou o significado da veste litúrgica

“O  pálio, que significa manto, originariamente era de uso dos papas, sendo posteriormente estendidos também aos metropolitas e  primazes, a partir do século VI. A veste é destinada, portanto, aos bispos que assumem uma arquidiocese. O pálio simboliza o poder na província e sua comunhão com a Igreja Católica, ministério pastoral dos arcebispos e sua união com o Bispo de Roma.

É uma espécie de colarinho de cor branca, tirado de dois cordeiros criados pelos trapistas e abençoados pelo Santo Padre na festa de Santa Inês, no dia de  21 janeiro de cada ano. São confeccionados pelas monjas beneditinas do mosteiro de Santa Cecília, em Roma, e depois abençoados pelo Papa e conservados junto à tumba do Apóstolo Pedro, em Roma, para serem entregues aos arcebispos do mundo inteiro, nomeados no último ano, durante a Solenidade de Pedro e Paulo.

Sua origem está ligada a figura do Bom Pastor, que carrega a ovelha em seus ombros sobretudo, a ovelha perdida, aquela que o pastor deve dedicar uma atenção especial. Com isso se quer exprimir nesta insignia que o arcebispo deve carregar em seus ombros todas as ovelhas da sua arquidiocese e dar a vida por ela se necessário, a exemplo de Jesus. Essa é a razão pela qual seu significado é eminentemente pastoral. Também expressa o vínculo de comunhão para com o Bispo de Roma. Também liga o bispo às necessidades mais profundas de seu povo, simboliza que o bispo deve “perder” tempo de sua comunidade, indo ao encontro da ovelha perdida, e quando a encontrar, carregá-la sobre seus ombros dando sua vida por ela.”, explicou.

Dom Giovanni lembrou que o pastor é aquele que ajuda todos, que abre as portas sempre pronto e equipado para acolhida de quem chega. O arcebispo tem pressa em ir ao encontro do outro,  pois seu trabalho é radical, é cuidar do outro. Seu trabalho é ir ao encontro das ovelhas com um coração aberto, pois tem gente que precisa de ser encontrado, mas tem medo de ser encontrado.

“Dom Dario estará aqui pronto a ajudar, a escutar e e socorrer. Também vós estejais sempre unido a ele, pastor e rebanho que sintais que se sois amados por ele, confortados pela sua palavra e seguros em seu amor de pai”, desejou.

Antes de encerrar ele comentou sua visita em são Pedro, e disse que viu uma Igreja que cresce, que veio da lama e se modificou, que trabalha e continua crescendo e que está em saída, que vai ao encontro do outro, que se empenha e que tem um futuro.

“Tudo isso é possível porque tem que ter essa sinergia entre aqueles que são responsáveis  e vocês, o povo de Deus. A unidade, a comunhão têm que ser as coisas mais essenciais para que uma Igreja possa sair. Meus votos são para que essa realidade cresça sempre mais, com a ajuda uns dous outros.”

Ao final da Missa, Dom Dario ressaltou a presença dos bispos Dom Geraldo, e dos bispos e representante das dioceses do estado, comentando que a presença deles ressalta a comunhão em vista da unidade, do crescimento da província Eclesiástica do Espírito Santo.

Lembrou que em sua posse como arcebispo, ressaltou que encontra força e inspiração no lema de seu ministério episcopal “Em tuas  mãos” e reiterou que tais palavras do salmista é onde encontrou o sentido mais profundo para dizer a sim ao pedido do Papa Francisco para pastorear a Arquidiocese de Vitória, querendo e tentando promover um diálogo entra as forças vivas das sociedade capixaba. Afirmou também que tem desafios e que não os está enfrentando sozinho, mas com a colaboração de todos.

Dom Dario lembrou que no dia em que recebeu o pálio do Santo Padre, em sua homilia, Francisco convidou a todos a ser exemplos de Pedro e Paulo, testemunhas de vida, de perdão, de Jesus. Ele finalizou pedindo a todos que rezem por ele.

Antes da benção final, Pe. Renato Criste presenteou Dom Giovanni com uma imagem de Nossa Senhora da Vitória, em sinal de alegrai e gratidão por sua presença na Arquidiocese.

Após a Missa um almoço foi oferecido por Dom Dario, ao Núncio Apostólico e a todos os padres e seminaristas da Arquidiocese.

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