Como consagrados, somos chamados a ser profecia
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23/04/2021 franciscanos.org.br Notícias Como consagrados, somos chamados a ser profecia
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"“O grau de civilização de um povo se mede pela sua capacidade de respeitar e promover os direitos de cada pessoa, a partir dos mais carentes” (Pap Francisco aos Jovens)."

“Como consagrados, somos chamados a ser profecia a partir de nossa vida animada pela ‘charis’, pela lógica do dom, da gratuidade; somos chamados a criar fraternidade, comunhão e solidariedade com os mais pobres e carentes. Se quisermos ser realmente humanos, devemos dar espaço ao princípio de gratuidade como expressão de fraternidade”.

É o que escreveu o Papa em um texto enviado ao Simpósio sobre economia da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, acontecido em 2016. “A hipocrisia dos consagrados que vivem como ricos fere a consciência dos fiéis e prejudica a Igreja”, advertiu ainda, prosseguindo: “Não basta esconder-me atrás da afirmação de que ‘não possuo nada porque sou religioso, religiosa, se meu instituto me permite administrar ou desfrutar de todos os bens que desejo e controlar as fundações civis criadas para manter as próprias obras, evitando assim o controle da Igreja”, segundo o Pontífice.

Francisco adverte contra o princípio da ‘maximização do benefício’ e afirma que este conceito é ‘uma distorção da economia’. “Quantos consagrados pensam que as leis da economia são independentes de qualquer consideração ética?”, questiona o Papa. “Quantas vezes a avaliação sobre uma reestruturação ou a venda de um imóvel é vista apenas com base na análise de custos-benefícios e do valor do mercado? Que Deus nos livre do espírito do funcionalismo e de cair na armadilha da avareza!”.

Decisões sustentáveis e solidárias
Jorge Bergoglio prossegue: “Cada um é chamado a fazer a sua parte, a usar seus bens para tomar decisões solidárias, a ter cuidado com a Criação, a medir-se com a pobreza das famílias que vivem ao nosso lado”.
“Trata-se de adquirir um costume, um estilo marcado pela justiça e compartilhar, esforçando-se em optar pela honestidade sabendo que, simplesmente, é o que temos a fazer”.

O risco do rearmamento
“Esta meta é traída toda vez que se “assiste passivamente ao aumento das desigualdades entre as partes sociais ou entre as nações do mundo; quando se reduz a ajuda às faixas mais vulneráveis da população; quando se aceitam perigosas lógicas de rearmamento e são investidos preciosos recursos na compra de armas; ou ainda, quando o pobre se torna uma ameaça e ao invés de lhe estendermos a mão, o relegamos à sua miséria”.

Tais atitudes representam, segundo o Papa, “uma ferida em nossa sociedade e cultura”. O serviço civil, por sua vez, ajuda a sociedade a crescer de modo harmônico e a desempenhar uma função crítica. Este papel se concretiza na tutela do meio ambiente, na assistência aos pobres e na ajuda a refugiados e migrantes, tarefa esta em que a Itália se empenha seja no acolhimento como na integração.

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