Província Santa Cruz - Franciscanos - OFM - Belo Horizonte, MG
Santo Franciscano do dia: Santos Gregório Grássi e companheiros Santos Gregório Grássi e Francisco Fogolla, bispos, Elias Facchíni e Teodorico Balat, sacerdotes, e André Bauer

Santos Gregório Grássi e Francisco Fogolla, bispos, Elias Facchíni e Teodorico Balat, sacerdotes, e André Bauer

Todos da Ordem Franciscana e mártires em Shansi (+09-07-1900), beatificados por Pio XII (24-11-1946) e canonizados por João Paulo II (01-10-2000).

O bispo Gregório Grássi (1833-1900) é o chefe do grupo dos 28 mártires abatidos pela sanha doS boxers em 9 de julho de 1900 em Ta-yuen-fu. Nascido em Castellazzo Bormida em 13 de dezembro de 1833, foi logo consagrado pela mãe à Virgem Mãe para que ela o protegesse toda a vida, e veio a ser uma nobre figura como religioso, missionário e bispo. Com 15 anos entrou no noviciado para a vida franciscana, e depois de feitos os estudos e recebida a ordenação sacerdotal em 1855, pediu para ser enviado para as missões. Dois anos mais tarde estava no colégio missionário de São Bartolomeu da Ilha, em Roma, a preparar-se para as missões da China, para onde embarcou em finais de 1860, depois de ter ido à Terra Santa. Durante 40 anos exerceu um dinâmico apostolado, primeiro como missionário, e a partir de 1876 como bispo coadjutor com direito a sucessão, e em 1891 como Vigário Apostólico do Shansi setentrional, onde fomentou notavelmente o progresso missionário.

Como falava perfeitamente a língua chinesa, não teve dificuldade em ser reitor do seminário indígena, e em fazer visitas pastorais a numerosas pequenas comunidades cristãs, tendo de percorrer por vezes centenas de quilômetros por caminhos extremamente difíceis. Em 1878 houve uma terrível carestia, seguida de graves epidemias, cujo resultado foi uma razia de sete milhões de vítimas mortais, entre as quais quatro mil cristãos. Ele mesmo foi vítima, embora não mortal, da epidemia, infectado pela assistência aos doentes; mas conseguiu milagrosamente escapar, e logo reiniciou as andanças apostólicas a consolar, alentar e ajudar generosamente os necessitados.

Em 40 anos de atividade missionária construiu 60 igrejas, entre elas o santuário de Santa Maria dos Anjos, a 2.000 metros de altitude. Além das longas horas de oração e meditação, era assíduo no confessionário e na catequese, tanto de crianças como de adultos, na assistência aos pobres e na defesa e apoio aos missionários. Pensava em voltar à Itália para descansar e recuperar as energias, mas a Providência reservava-lhe outra viagem mais importante, para o descanso eterno em Deus.

Francisco FogoIIa, (1839-1900), foi bispo coadjutor de Mons. Grássi. Também italiano, da região dos Apeninos de Lunigiana, nasceu no dia da festa litúrgica de São Francisco de Assis, 4 de Outubro de 1839, e por isso lhe deram o nome de Francisco. Depois de fazer o noviciado e professar na Ordem Franciscana, quando tinha 20 anos de idade, durante 4 anos estudou teologia, para ser ordenado sacerdote também no dia 4 de outubro de 1863. Três anos mais tarde embarcava para a China. Passou um ano na Palestina para visitar os lugares santos e se preparar espiritualmente. Ao chegar à China em 1868, dirigiu-se a Ta-yuen-fu, onde teve uma alegre recepção por parte do Vigário Apostólico, Mons. Mocagatta. O seu zelo apostólico, aliado a um conhecimento perfeito da língua chinesa, suscitou a admiração dos fiéis e o ódio dos pagãos. Depois de 7 anos foi nomeado reitor do seminário e Vigário Geral da missão de Lun-ganfu. Era um ano de carestia, com toda a gente a passar fome e muitos a morrerem de fome. O missionário pediu e alcançou ajudas da Europa, a troco de estatuetas de bronze e objetos artesanais que ele recebia e enviava para Paris. Dessa forma conseguiu obter um apoio considerável.

Por ocasião da exposição missionária internacional de Turim voltou à Europa com quatro seminaristas, e percorreu terras de França, Bélgica e Inglaterra em busca de auxílio para as missões da China. Em Paris foi surpreendido pela notícia da sua nomeação como bispo auxiliai' de Ta-yuen-fu, e ali mesmo recebeu a sagração episcopal.

Regressou à China com 7 Franciscanas Missionárias de Maria para o orfanato. Estava todo entregue ao seu novo trabalho quando foi surpreendido pela perseguição e decapitado pelos boxers. As suas últimas palavras foram: “Nunca fiz mal a ninguém, e pelo contrário fiz bem a muita gente”. Contava 61 anos de idade, 30 de missionário e 2 de bispo.

Elias Facchíni, sacerdote da Ordem Frades Menores (1839-1900), era natural da província italiana de Ferrara. Dado o seu feitio jovial, gostava de dizer as suas piadas, embora por outro lado fosse generoso e inocente. O certo é que os companheiros o apodavam de "o estouvado Facchíni". E quando começou a circular a notícia de que ele iria para frade, uma velhinha exclamou: “Se esse rapaz chegar a frade, deixo que me cortem a cabeça”. Mas chegou mesmo. Após o ano de noviciado, professou em 1º de novembro de 1859, e cinco anos mais tarde foi ordenado sacerdote em Feirara. O seu sonho era o apostolado missionário, e ansiava por partir para a China, onde chegou em 1868 em companhia de 5 outros confrades com os quais compartilhava os seus anelos, as suas canseiras e também as alegrias da evangelização.

O seu primeiro campo de apostolado foi Ta-cong-fu. Durante 20 anos foi aí reitor do seminário de nativos e ensinou de tudo, desde os rudimentos mais elementares até às aulas de teologia. Incansável no trabalho, dormia apenas umas 4 horas por noite. Escreveu textos de filosofia para os seminaristas e obras de formação espiritual, que infelizmente desapareceram na perseguição de 1900. Foi nomeado guardião e mestre de noviços no primeiro novo convento franciscano, e também ali, como trabalhador incansável, fazia mil coisas com uma facilidade assombrosa. Depois de quatro anos nesse convento, foi chamado de novo a assumir a direção do seminário maior de Ta-yuen-fu. Nesse homem é possível admirar o franciscano de vida austera, o reitor do seminário, sábio e prudente, que formou para o sacerdócio e para a vida cristã numerosos jovens, o missionário incansável na conversão de infiéis, o escritor iluminado que redigiu textos de estudo e de formação religiosa, e finalmente, o mártir que aos 61 anos deu a vida por Cristo, depois de lhe ter dado 33 anos de atividade missionária na China.

Teocíorico Balat, Sacerdote da ORDEM FRADES MENORES, nasceu em Túrones, na França. Apesar do seu caráter irrequieto e por vezes até intratável, sentindo vocação para o sacerdócio, frequentou os seminários e foi ordenado de presbítero. Aos 26 anos ingressou na Ordem Frades Menores em Pau; mas como pouco depois as ordens religiosas foram suprimidas na França, teve de ir completar o noviciado à Inglaterra, onde continuou por quatro anos. Entusiasmou-se então pelas missões, e resolveu partir para a China. Antes, porém, quis visitar os lugares franciscanos mais célebres, como Assis e o Monte Alverne, e os lugares santos da Palestina. Foi aí que a sua saúde, já frágil, se ressentiu ainda mais, com febre e violentos espasmos de estômago. Uma vez restabelecido, prosseguiu a viagem para a China, chegando a Ta-yuen-fu em 1º de dezembro de 1885. Sendo por feitio ativo, incansável e cheio de juvenil entusiasmo, não tardou a dominar a língua indígena, a ponto de pouco depois poder ser nomeado mestre dos estudos elementares duma vintena de alunos nativos, e a seguir mestre de noviços. Foi ainda o ecónomo da missão e diretor espiritual das irmãs. Quando estalou a revolução, foi aconselhado a fugir, mas respondeu que continuaria no seu posto, a cumprir o seu dever. Assim, quando a soldadesca furiosa entrou na residência missionária, ele abençoou as irmãs e enfrentou corajosamente a morte.

André Bauer, Ordem dos Frades Menores, natural da região da Alsácia (França), era o sexto de oito irmãos, nascido em 1866. Simples e ingênuo como era, não teve dificuldade em, ser aceite na Ordem dos Frades Menores, mas devido às circunstâncias políticas, aos 20 anos foi para a Inglaterra a fim de aí fazer o noviciado. Mas a lei militar francesa exigiu que ele regressasse à pátria para prestar o serviço militar, e teve de vestir o uniforme durante três anos. A seguir, em vista das necessidades dos pais, decidiu ficar mais algum tempo para os ajudar. Como essa estadia se prolongava, foi a sua piedosa mãe a aconselhá-lo: “André, segue a tua vocação. Não te preocupes conosco. A Providência nos assistirá”. “Não te demores para responder ao Senhor; que o mundo não quer saber mais de ti”. Aos 29 anos torna a vestir o hábito, em Amiens. Foi em seguida destinado a Paris, onde se entusiasmou pelo ideal missionário. Mons. Fogolla, que se preparava para a consagração episcopal, recebeu-o para o seu vicariato na China. No dia 4 de maio de 1899 André já se encontrava na China, disposto a converter muitos infiéis. Serviçal para com todos, só na oração o viam parado. A sua caixeira missionária durou apenas 14 meses, como encarregado do dispensário dos homens. Desempenhou ainda o ofício de enfermeiro, como um verdadeiro samaritano. Quando, antes de ser ferido, um soldado chinês se aproximou para lhe atar os braços, o mártir fez-lhe uma profunda inclinação e disse-lhe: “Nunca fiz uma reverência assim a nenhum chinês, mas faço-ta a ti, por me vires abrir as portas do paraíso”. A entoar o salmo "Louvai o Senhor, todas as nações...", encaminhou-se para a irmã morte, para a decapitação. Contava 34 anos

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