“Gestão colegiada em tempos de Francisco”, com a palavra Adilson Correia da Silva e Renata Senhorinha Santiago
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30/08/2021 EPC “Gestão colegiada em tempos de Francisco”, com a palavra Adilson Correia da Silva e Renata Senhorinha Santiago
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O texto a seguir foi elaborado pelos alunos Adilson Correia da Silva e Renata Senhorinha Santiago para o seminário promovido pela disciplina Pedagogia Dialógica Participativa, Corresponsabilidade e Ação Pastoral, ministrada pelo prof. dr. Edward Guimarães.

Publicado originalmente no Observatório da Evangelização.

Gestão colegiada em tempos de Francisco

Por Adilson Correia da Silva e Renata Senhorinha Santiago

A palavra autogestão compartilhada vem do grego e do latim autós = auto e gerere = gerenciar, administrar, ou seja, um sistema que se gerencia coletivamente. Mas o axioma fundamental da autogestão é o da igualdade do direito e do desejo entre as pessoas. Dessa forma, crê-se na autonomia, na participação, no saber, na experiência de cada ser humano, que, somando suas habilidades, se mantém, dirige e administra, estabelecendo as leis tão necessárias para o êxito do empreendimento. Portanto, o trabalho de gestão compartilhada é acompanhado do prazer coletivo da criação sem donos e senhores, que só gozam sozinhos e narcisisticamente. (PEREIRA, William César Castilho. Instituição, poder e gestão colegiada: dialogando com o papa Francisco. In: Revista Convergência, 2016, p. 406)

O cuidado com os bens materiais em geral é sempre um fator desafiador, pois como dita o senso popular comum “o órgão mais sensível do ser humano é o bolso”, mas quando se trata da instituição eclesiástica, pode-se afirmar que o grau de complexidade se eleva gerado pelo dualismo de questões significativas, pois administrar e evangelizar são ações que induzem a uma reflexão de complexa junção. Na realidade, trata-se de um desafio cotidiano, que convida a um deslocamento da área de conforto tanto em relação ao papel exercido pelos(as) leigos(as) quanto aquele exercido pelos clérigos, pois para os(as) leigos(as) exige estudo e/ou preparação e para os clérigos uma desafiadora mudança de paradigma. (GOMES, Marise; RIGONI, Miguel Fernando. Leigos e leigas a serviço da gestão paroquial: possibilidades e desafios. In: Ciências das Religiões: uma análise transdisciplinar, PUC – PR, 2019, v.2, p. 102)

INTRODUÇÃO

Vivemos um contexto de muitas mudanças, principalmente no que tange à gestão institucional. Modelos antigos não mais correspondem às exigências dos novos tempos. Nas instituições eclesiais e suas relações não é diferente. Embora a teologia cristã pressuponha um modelo participativo nas tomadas de decisões e o Concílio Vaticano II tenha sido um avanço nessa perspectiva, ainda é desafiador consolidar a participação efetiva do Povo de Deus.

Propomos como objeto de discussão a Gestão Colegiada em tempos de Francisco. Para iluminar a reflexão nos valemos de dois artigos. O primeiro, intitulado “Instituição, poder e gestão colegiada: dialogando com o papa Francisco”, escrito por Willian César Castilho Pereira, publicado na Revista Convergência, da Conferência dos Religiosos do Brasil, em 2016. E o segundo, com o título “Leigos e leigas a serviço da gestão paroquial: possibilidades e desafios”, escrito por Marise Gomes e Miguel Fernando Rigoni, publicado pela PUC-PR, no segundo volume do caderno Ciências das Religiões: uma análise transdisciplinar, 2019.

DESENVOLVIMENTO

1. Instituição, poder e gestão colegiada: dialogando com o papa Francisco

A vida é marcada por suas relações. Todo ser vivente estabelece relações, caso contrário seria impossível de sobreviver. Podemos afirmar que somos seres relacionais.

O artigo escolhido nos conduz na reflexão sobre como se relacionar. Ou seja, como estabelecer relações de convivência numa instituição norteada pela fé. O título do artigo é: “Instituição, poder e gestão colegiada: dialogando com o papa Francisco” do Professor emérito da PUC Minas William César Castilho Pereira.

A instituição é uma instância imaginária, que vai além do seu espaço aparente ou manifesto. Reúne saberes que permitem, a todo tempo, diagramar as relações sociais, organizar espaços, fixar e recortar limites. A vida dos grupos religiosos é também uma instituição. E enquanto instituição, ela é um conjunto de tradições, constituições e regulamentos, convenções, acordos, atividades, programas, dentro da estrutura hierárquica, administrativa e jurídica que perpassam a vida milenar da sociedade. Instituições que não sonham e não apostam na utopia estão à beira da morte.

A instituição é um mal necessário e, portanto, um bem. Se a instituição é um mal necessário, ela implica, necessariamente, um conhecimento de opções. Nessa medida, e a partir da definição considerada, ela é um passo à frente no sentido de liberdade e, portanto, constitui um bem, já que aponta para a liberdade, bem supremo, a experiência de Deus – a Utopia Ativa. Acontece, entretanto, que a instituição, geralmente, se transforma num mal mais do que necessário e, dessa forma, deixa de ser um bem para tornar-se um mal desnecessário. Deixa de ser a potência da transformação social e se transforma na estupidez da arrogância dos dominadores. Agentes e lideranças comunitárias podem desviar as finalidades de libertação da população e construir outras finalidades para si próprios.

As relações fraternas grupais tornam-se concorrentes dessas fantasias institucionais, autoritárias e centralizadoras. Nas organizações geridas pelo autoritarismo, é impossível o trabalho de escuta e de diálogo. O papa Francisco nos ajuda com a seguinte reflexão: “doença dos círculos fechados onde a pertença ao grupinho se torna mais forte do que a pertença ao Corpo e, em algumas situações, ao próprio Cristo. É o mal que atinge a partir de dentro; e, como diz Jesus Cristo, “todo reino dividido contra si mesmo será destruído” (Lc11,17) (IGREJA CATÓLICA, 2015)

Um dos caminhos propostos para a superação destes desafios institucionais é o que podemos denominar de organização social humanizadora, capaz de garantir o exercício do poder coletivo, da iniciativa, da participação corresponsável e da criatividade dos seus membros. A concepção humanista, parte da vocação ontológica do ser humano, estimula a comunhão e a comunicação através da capacidade das pessoas se amarem. Educar na concepção humanista é humanizar a relação entre a autoridade e os seus participantes. Existem dois níveis ou qualidades de participação: com desejo e a participação controlada ou restrita. Se entendemos o termo participação como algo de respeito à liberdade do outro, somente em um sistema organizacional é possível sua aplicação. A gestão compartilhada não é um sistema de anarquia, mas um sistema de autoeducação permanente, em que cada um pode se reeducar ante o próprio autoritarismo, a necessidade de dependência, a passividade e o prazer sádico e arrogante diante do fracasso do outro.

A autoridade é alguém que tem a função de coordenar a caminhada e o processo educativo da formação do grupo, como um parteiro que facilita o ato de nascer, crescer, desenvolver-se, de transformar o grupo em sujeito da sua própria história. Sua figura não é de poder supremo, mas de representante da lei que regula as relações entre os membros. Deve ficar vigilante para não se distanciar do grupo, de seus desejos e reinvindicações. Tipos de autoridade que podemos caracterizar:

  • 1) patriarcal ou autoritária, um mestre idealizado, censor, proibidor e avalista de permissões. Com base na desigualdade, incute o temor e o mistério sobre si mesmo. Líder próprio de grupos dependentes e dos sistemas piramidais;
  • 2) sedutora, aquela que não conhece a lei, mas, sim, casuísmos. Demagógica, oportunista e mantida por duplo vínculo com os liderados. Favorece e protege só alguns, criando ciúme e inveja nos demais;
  • 3) ética, que representa a lei do grupo, elaborada pelo trabalho coletivo. Ela deve estar consciente do momento de sua separação como líder da organização. Assume o lugar de representação da lei, jamais de encarnação da lei.

A gestão compartilhada do poder regida pelos micropoderes baseia-se na crença de potencialização de todos os seus integrantes no reconhecimento da autonomia, participação e corresponsabilidade de seus membros. O lugar da liderança tem que estar vago. Para isso é necessário um investimento consciente, por parte do líder, para auxiliar os componentes do grupo a elaborarem sua perda ou sua morte.

Em síntese, as características de um liderado-sujeito baseiam-se no princípio da autonomia e da independência. Sua marca fundamental é o relacionamento transparente e a produção criativa de suas tarefas. Seus comportamentos não são infantilizados, nem a figura de autoridade semeia a culpabilidade e o temor dentro dele. Leva-os, necessariamente, a interessarem-se pelo conhecimento da realidade e suas contradições, e pela busca de estratégias de mudança da conjuntura institucional da vida social.

2. Leigos e leigas a serviço da gestão paroquial: possibilidades e desafios

Gomes e Rigoni, autores do artigo intitulado “Leigos e leigas a serviço da gestão paroquial: possibilidades e desafios” desenrolaram seus escritos a partir de um resgate histórico da forma de gestão da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), enfatizando o caminho pós Concílio Vaticano II. Por entenderem que, para alguns, possa causar estranheza pensar o conceito de gestão no meio eclesial, os autores, desde o início do artigo, procuraram enfatizar o objetivo central das instituições religiosas que é a evangelização, destacando que a instituição eclesial toma forma como pessoa jurídica e, portanto, “tanto a missão evangelizadora da Igreja quanto a missão que compõe o planejamento empresarial, devem caminhar juntas nos trabalhos eclesiais” (GOMES; RIGONI, 2019, p. 94). Para a pesquisa os autores se valeram de documentos da Igreja, assim como da análise dos modelos de relações e funções presentes dentro da instituição: clérigos, voluntários, colaboradores remunerados, leigos e leigas. Papa Francisco é mencionado como uma figura que, desde o início de seu pontificado, não tem medido esforços para atualizar a forma de gestão da Igreja, sem desconsiderar o caminho já percorrido e a tradição, procurando alinhar as estruturas para uma Igreja em Saída.

Na atualidade, o papa Francisco conquista o mundo com a sua simplicidade, seu sorriso fácil e um caráter singular, comunicando-se com os fiéis e a população em geral com desenvoltura, apesar de ter que administrar parte de uma estrutura hierárquica que o torna envolto a uma corporação tradicional, isto é, que transparece não absorver sua criatividade e sua vontade de crescer com uma Igreja em saída, uma Igreja evangelizadora e principalmente uma Igreja que necessita buscar na modernidade seu caminho, com uma roupagem para fazer frente aos novos tempos, sobretudo na dimensão da gestão, mas sem perder suas características fundantes: missionaridade, tradição apostólica, comunitária, entre outras.

GOMES, Marise Gomes; RIGONI, Miguel Fernando, 2019, p. 93.

 O artigo em sua estrutura aborda alguns tópicos em destaque, conforme segue:

 a) Documentos de João Paulo II a Francisco com foco na Gestão Eclesial

Ao analisar os documentos eclesiais e a missão da igreja, discutir a gestão eclesial exige o envolvimento de uma construção interdisciplinar, com participação de todos os atores que compõem o meio eclesial, com o compromisso de serem fermento entre as grandes massas.

Assim, transparece ser sensato trazer essa realidade para a ação conjunta de uma “gestão evangelizadora”, onde leigos (as) formam um elo consistente com a estrutura hierárquica clerical da Igreja, conforme proposta tanto do Concílio Vaticano II, quanto o que expressa João Paulo II na Constituição Pastor Bonus.

GOMES, Marise Gomes; RIGONI, Miguel Fernando, 2019, p. 92.

No início do papado de Francisco, foi constituída uma Comissão para revisão da Constituição Apostólica Pastor Bonus e, consequentemente, iniciar uma nova reforma da Cúria Romana, a ser emoldurada como uma espécie de “Conselho Geral”, nos moldes do sistema jesuítico de governo, para que o assessore no governo da Igreja.

GOMES, Marise Gomes; RIGONI, Miguel Fernando, 2019, p. 93.

b) A estrutura organizacional

Para uma boa gestão eclesial no âmbito paroquial, assim como nas demais instâncias e estruturas da diocese, fica clara a importância da estruturação e configuração dos conselhos pastorais e administrativos que devem representar o Povo de Deus em sua diversidade. Destaca-se a garantia de constituição dos Conselhos conforme o Direito Canônico. E ainda,

Nas paróquias a figura do Pároco assume a competência gestora, seguindo a autoridade do Bispo Diocesano (CIC, 2017, 515§1), com a participação ativa dos vigários paroquiais, diáconos e leigos e leigas conforme Cânon 228 §1e 2 (CIC, 2017).

GOMES, Marise Gomes; RIGONI, Miguel Fernando, 2019, p. 94.

c) A atuação dos(as) leigos(as) no processo administrativo da igreja

A gestão administrativa paroquial e pastoral envolve diversas pessoas que devem ser preparadas e instruídas para que prestem um bom serviço à igreja, levando em consideração suas aptidões, o conhecimento de toda a engrenagem da igreja e cada passo de seu funcionamento. “Outras práticas a serem trabalhadas, no leigo (a) a serviço da administração paroquial consistem, por exemplo, em não assumir posturas centralizadoras e agir com coerência diante dos problemas” (p. 101).

d) Colegialidade e sinodalidade na estrutura da igreja

O verbete sinodalidade é frequentemente usado pelo papa Francisco, que demonstra com coragem uma busca incessante para ampliar os processos de escuta e responsabilidades compartilhadas. No entanto, a Igreja prossegue em estrutura piramidal, com um ar de monarquia sagrada e, a práxis católica ainda não é a de uma democracia.

Para Kuzma (apud Lopes e Modino, 2017), todos os processos posteriores ao Concílio Vaticano II (1962) e a Conferência Medellín (1968) buscaram frear e revogar a abertura aos leigos, senão vejamos, conforme o autor menciona que da Assembléia do CELAM (1979) a Aparecida (2007), com raras exceções “Continuamos com as mesmas estruturas e linhas de ação, seguimos com os mesmos planos e projetos pastorais, a mesma insistência na formação clerical dos nossos seminaristas e na pouca valorização da formação laical […]”.

GOMES, Marise Gomes; RIGONI, Miguel Fernando, 2019, p. 99.

e) A evangelização como eixo principal para gerir os bens da igreja

Todos os “bens eclesiásticos” precisam ser geridos para que se mantenham a serviço da Igreja e, portanto, a serviço da Evangelização, que é o fim de todas as atividades da comunidade Cristã, na organização eclesial. Para isso requer planejamento e o uso de novas tecnologias que corroborem para maior transparência.

Os autores finalizam o artigo com algumas considerações sobre a gestão eclesial que apontam para a exigência de mudança de mentalidade e desafiadora mudança de paradigma que acompanhem os sinais dos tempos.

PARA REFLETIR

a) Em sua comunidade de fé, como acontece a relação entre líderes e liderados? Você se sente participante ativo nos diversos encaminhamentos da vida comunitária?

b) O que podemos fazer para que se concretize a gestão de nossas instituições eclesiais, segundo os documentos do Concílio Vaticano II?

c) Para você a maneira do papa Francisco conduzir a Igreja contribui para sua participação?

CONCLUSÃO

Este é um desafio que a Igreja vive neste momento. O papa Francisco, com sua liderança ética, tem revelado com seus gestos e reflexões grande preocupação com o “poder” exercido por muitas lideranças. Sua postura de diálogo, de escuta e maleabilidade vem contribuindo como que como um efeito cascata nas Igrejas Particulares e nas muitas instituições da Igreja. Embora muito ainda se tem para caminhar nesta perspectiva do poder-serviço. O processo é lento, mas, tem que acontecer. Grupos ultraconservadores estão fazendo muito barulho e tendem a fortalecer sempre mais a estrutura piramidal que existe há séculos na Igreja. No entanto, em sua última encíclica “Fratelli Tutti”, inspirado em Francisco de Assis, o papa Francisco fortalece sua postura de uma Igreja sinodal.

Constatamos, portanto, que a Instituição em si é frágil e pode causar mais danos do que benefícios em sua missão. Porém, suas estruturas buscam favorecer a gestão colegiada. Sua fragilidade maior está na figura do gestor, que traz em si luzes e sombras. Podendo conduzi-la de maneira madura, envolvendo os seus membros ou conduzi-los para o caos. Como exemplo de “fracasso” na maneira de gerir para a ‘morte’ é o atual Governo de nosso País. Centralização, autoritarismo, poder, desequilíbrio… sinais vitais que revelam grande retrocesso.

A mudança na maneira de liderar é exigência atual para o crescimento e fortalecimento de nossas instituições. Diálogo, confiança, transparência, maleabilidade são forças que estruturam a boa gestão. É o caminho que devemos percorrer em as nossas instâncias eclesiais. Desde o Conselho de Leigos de uma pequena comunidade de fé, até as instâncias da Cúria Romana devem se fundamentar nestes valores. É preciso liderança maduras e corajosas que escutem e confiem nos liderados. Assim foi Jesus escutando e acolhendo, conduzindo o grupo dos 12 Apóstolos, com os dons e fragilidades de cada um. Que o Mestre Jesus nos inspire no cuidado e condução do rebanho.

Adilson Correa da Silva

 

Ambos os artigos estudados são provocadores, no entanto, não trazem grandes novidades, apenas desenham uma realidade bem conhecida para aqueles que participam ativamente dos processos atuais e conhecem a história da instituição Igreja Católica Apostólica Romana.

Poder, instituição, perfil da liderança, colegialidade, sinodalidade, gestão são termos muito abordados nos últimos tempos, carregam um belo discurso, porém, na prática estão muito aquém do ideal. Há uma distância considerável entre o real das nossas comunidades eclesiais e o ideal sonhado. Não se trata de pessimismo, pelo contrário, é apenas uma constatação de que há muito a ser realizado. Embora a passos lentos e com muita fragilidade, tem-se alcançado êxitos e é possível alavancar mudanças positivas. Nesse contexto, papa Francisco se destaca como uma grande esperança.

A Instituição “é um mal necessário”, aqui, vou me valer das palavras de Paulo “Não entendo o que faço: não faço o bem que quero, mas faço o mal que detesto” (Rm 7, 15). Para avançarmos com qualidade na Evangelização reconhecemos a importância da instituição e, digo mais, é necessário nos envolvermos em seus processos para que mudanças sejam alcançadas; não basta criticar ou reclamar, é preciso apontar pistas, ocupar qualificadamente os espaços, construir coletivamente. Eis o papel da sinodalidade, narrada desde Atos dos Apóstolos e tão defendida por Francisco.

A atuação dos leigos e leigas é de fundamental importância nesse cenário. A experiência dos Pastoralistas, na Arquidiocese de Belo Horizonte (leigos e leigas que são remuneradas para estudar a pastoral, acompanhar e fazer proposições participando de diversos espaços de discussão) têm se mostrado como um caminho pertinente nesse sentido. Pois, valoriza a figura do leigo possibilitando que ele tenha tempo para se dedicar integralmente ao serviço pastoral.

Renata Senhorinha Santiago

REFERÊNCIAS

GOMES, Marise; RIGONI, Miguel Fernando. Leigos e leigas a serviço da gestão paroquial: possibilidades e desafios. In: Caderno Ciências das Religiões: uma análise transdisciplinar, PUC-PR, p. 2019, p. 88-105

PEREIRA, William César Castilho. Instituição, poder e gestão colegiada: dialogando com o papa Francisco. In: Revista Convergência, Conferência dos Religiosos do Brasil, 2016, p. 397-412.

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