Província Santa Cruz - Franciscanos - OFM - Belo Horizonte, MG
Santo Franciscano do dia
            Carisma                  
Beato Nicolau Maria Alberca e Torres
20 jul
A+ a-

Sacerdote e mártir da Primeira Ordem Franciscana, beatificado por Pio XI (10-10-1926).

Nicolau Alberca era o mais novo dos mártires de Damasco. Entrou na Ordem franciscana aos 25 anos. Feito o noviciado e quatro anos de estudos teológicos, foi ordenado padre. Logo em seguida, em janeiro de 1859, partiu para a Terra Santa, e em meados do ano seguinte partiu para o céu, engalanado com a coroa do martírio.

Embora só tenha sido frade durante 5 anos, foi toda a vida franciscano, pois o seu lema era o de S. Francisco: "Meu Deus e meu tudo". Quando manifestou o desejo de ser missionário, preparou-se para isso no colégio de Priego, juntamente com outros religiosos, mártires como ele em Damasco: Pedro Soler e Nicanor Ascânio. Era filho duma família profundamente cristã, de cujos 10 filhos 6 se consagraram a Deus. A fé viva transmitida pela educação exemplar que recebera levava-o a afirmar: “Poderei sofrer mil mortes, mas não atraiçoarei o meu Senhor”. Entretanto, ia-se quase conscientemente preparando para o martírio.

Em 1859 partiu para a missão de Damasco. Na Síria e na Palestina a vida dos cristãos corria perigo constante. Os turcos preparavam uma perseguição contra os cristãos, para se vingarem do tratado de Paris, que tinha abolido certos privilégios. A intenção de desencadear uma carnificina era tão patente, que o chefe patriota argelino Abd-el-kadir, retirando-se para Damasco após desesperada, mas inútil resistência à invasão francesa da sua pátria, desgostoso com o que via, resolveu servir-se dos seus fiéis para proteger os cristãos. Contudo, quando a 9 de julho de 1860 começou a caça aos cristãos, Abd-el-kadir não conseguiu socorrer os missionários, que se tinham encerrado no convento, confiados nos seus fortes muros. Na noite de 9 de julho, um judeu revelou aos turcos uma porta lateral de que ninguém se recordava, e por ela se infiltraram no convento. Nicolau foi barbaramente assassinado com um tiro de espingarda, juntamente com os outros sete confrades, na manhã de 10 de julho.

Uns meses antes do martírio, Nicolau tinha escrito à mãe uma carta em que manifestava o desejo de tomar a vê-la, quando fosse da vontade de Deus. Tanto quanto sabemos, o jovem missionário foi para o céu antes da mãe, e só lá puderam encontrar-se de novo num abraço de santo e eterno amor.

O martírio de Nicolau foi rápido. Acossado pelos muçulmanos num corredor, enquanto a igreja e o convento começavam a ser envolvidos pelas chamas, quando o intimaram a renunciar a Cristo e a aderir a Maomé, respondeu: “Poderei sofrer mil vezes a morte, mas jamais atraiçoarei o meu Senhor”. Um tiro de espingarda foi disparado contra o inerme religioso, que caiu fulminado. Os seus desejos e pressentimentos de martírio tomaram-se realidade. Tinha apenas 30 anos.

Notícias
                  
Receba as notícias e artigos da Província Santa Cruz. Cadastre seu e-mail...
Centro Administrativo | WebTop
Seth Comunicação