Mosteiro clariano de Feira de Santana celebra 10 anos de fundação
Notícias
            Informações             Notícias             Mosteiro clariano de Feira de Santana celebra 10 anos de fundação
06/12/2018 EPC/ G1/ Mosteiro Notícias Mosteiro clariano de Feira de Santana celebra 10 anos de fundação Fé e clausura: freiras na Bahia deixam família para levar vida de orações
A+ a-
"“Nossa vida é de clausura, não de isolamento.""

Cinco Irmãs do Mosteiro de Belo Horizonte/ MG assumiram a nova fundação na cidade de Feira de Santana/BA reavivando a presença das Irmãs Clarissas que já haviam feito história neste Estado, no imperial Convento do Desterro em Salvador. Herdeiras deste berço histórico, no espírito apostólico e missionário de Santa Clara, as irmãs se sentiram impelidas a reacender a chama de Clara em solo baiano e se alegram em se colar em contínua intercessão em favor deste povo e da humanidade erguendo mais um Santuário de adoração a Jesus Sacramentado.

A fundação deveu-se ao fervor apostólico e missionário de Dom Itamar Vian, Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Feira de Santana/BA, agora Bispo emérito, com o apoio afetivo de Frei Rubival Cabral Brito, OfmCap (ex. ministro provincial da Província Nossa Senhora da Piedade) com aprovação do Capítulo Conventual do Mosteiro Santa Clara de Belo Horizonte/MG de onde se originou a Fundação.

A fundação do Mostéiro realizou-se no dia 01 de dezembro de 2008 com Missa Festiva, presidida por D. Itmar Vian. Após a Santa Missa acompanhada pelos presentes em procissão, D. Itamar Vian levou o Santíssimo e introduziu-O na residência Provisória, abençoando a Casa que acolheu, em clausura adptada, as irmãs até a construção do Convento.

Para saber mais, sobre a história e construção do Convento clique aqui.

Sobre a vida no Mosteiro Imaculada Conceição da Mãe de Deus

Imagine não poder sair de casa, ficar afastado da família e dos amigos, e até mesmo ter as possibilidades de comunicação limitadas. Para um grupo de mulheres que vive em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, essa situação é a realidade que elas mesmas escolheram. São freiras da ordem das Clarissas Contemplativas, que optaram por uma vida religiosa de oração e clausura.

O mosteiro fica no bairro Papagaio, um dos mais afastados do centro de Feira de Santana, e abriga sete mulheres oriundas de vários estados brasileiros com um único objetivo: orar pelo mundo. O local é extremamente tranquilo e agradável. O silêncio é quebrado poucas vezes por carros que passam longe, pelo balançar das folhas das árvores ou pelo canto dos pássaros. Como gostam de dizer, "vivem em um pedacinho do céu e com silêncio ajuda a ouvir a voz de Deus".

Os preceitos básicos da ordem são observar o Evangelho, seguindo votos de castidade, obediência e pobreza. "A gente vive do essencial, colocando Deus na prioridade da nossa vida. Sempre vamos manter vigilância para que o espírito do mundo não se aposse do nosso coração", afirma a irmã Maria Ielma da Eucaristia, que coordena as atividades no mosteiro.

A rotina das freiras é atribulada. Acordam às 4h30 e fazem o primeiro louvor. Depois aprontam o café da manhã, fazem uma caminhada pela área dos fundos do mosteiro e às 7h participam de missa. Ao longo do dia, se encontram sete vezes para a oração de Salmos nas horas canônicas, e cada uma tem uma hora individual de meditação e outra de adoração.

Elas conciliam os compromissos religiosos com as tarefas domésticas. Cuidam de absolutamente tudo, inclusive das atividades pesadas, como a capina do quintal e do jardim, já que não podem ter empregados.

 

As irmãs vivem de doações (que chamam de "providência divina"), do que plantam em uma pequena horta e do que produzem: velas litúrgicas e artesanais, que são comercializadas nas paróquias da região, além de paramentos (vestimentas dos padres, toalhas de altar, por exemplo).

À noite, elas costumam se reunir na sala para conversar e ver um pouco de televisão, especialmente telejornais. "Precisamos estar bem informadas para orarmos pelas situações que ocorrem em todo o mundo", explica a irmã Maria Eustochia da Paixão de Cristo, lembrando ainda que Santa Clara é padroeira de um dos principais meios de comunicação: a televisão.

Entre os fatos atuais que elas julgam merecer atenção especial, está o drama dos refugiados e a crise econômica no país. "Não podemos ficar alheias ao que acontece. Nossa vida é de clausura, não de isolamento", diz Maria Eustochia, acrescentando que o recolhimento não é sinônimo de afastamento ou rejeição da sociedade.

O contato com "o resto do mundo" também se dá através da internet. As freiras costumam navegar em sites católicos e mantêm uma página no Facebook, na qual compartilham mensagens religiosas. Trocam e-mails e conversam por skype com mulheres que desejam entrar para o mosteiro. 

As religiosas só saem do mosteiro em casos específicos, como consultas médicas e odontológicas ou para votar nas eleições. Recentemente, participaram de um evento especial, que foi a comemoração dos 50 anos da arquidiocese local, no entanto, momentos como esses são raros. "As ordens de clausura vêm de Roma. A comunidade, com obediência ao bispo, pode sair em determinadas situações. A igreja já caminhou muito nessa questão", explica Maria Ielma. Elas podem sair também em caso de enfermidade grave ou falecimento dos pais. No caso dos demais familiares, as situações são avaliadas.

Nome:
E-mail:
E-mail do amigo:
DEIXE UM COMENTÁRIO
Notícias
                  
Receba as notícias e artigos da Província Santa Cruz. Cadastre seu e-mail...
Centro Administrativo | WebTop
Seth Comunicação