Documento Conselho Plenário - Nairobi 2018
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01/11/2018 OFM Notícias Documento Conselho Plenário - Nairobi 2018
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Caríssimos irmãos, o Senhor lhes dê a paz!

Para acessar o documento na íntegra, clique aqui.

Apresento-lhes o Documento final do Conselho Plenário da Ordem 2018 e desejo fazê-lo a partir de um texto do Apocalipse sobre o qual refletimos durante a lectio divina oferecida a todo o Conselho:

“És perseverante, pois sofreste por causa do meu nome, mas não esmoreceste. Devo reprovar-te, contudo, por teres abandonado teu primeiro amor. Recorda-te, pois, de onde caíste, converte-te e retoma a conduta de outrora. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas” (Ap. 3, 3-5.7).

Um texto forte e direto que brota do amor do Senhor para com sua Igreja, cuja perseverança, tenacidade e fidelidade em suportar a perseguição ele reconhece. Reprova-a e, ao mesmo tempo, corrige-a, porque ela abandonou a intensidade e o frescor do primeiro amor. Portanto, a convida a fazer memória das próprias quedas e a voltar às “obras do princípio”. Um itinerário que o Senhor traçou também para nós, convidando-nos a escutar a sua voz que nos alcança hoje através do mundo, da Igreja e da Ordem; exortando-nos a discernir quais caminhos empreender para renovar o nosso amor a Deus, às pessoas e a tudo o que ele criou; impulsionando-nos a sairmos para empreender as obras a que ele nos chama hoje.

Uma palavra que escuto dirigida a mim e a toda a Ordem. Ela nos pede com força e insistência para nos convertermos e para voltarmos à paixão originária, acolhendo a ação do Espírito Santo em nós com a mesma abertura e paixão do nosso seráfico pai São Francisco. Retornar ao nosso primeiro amor!

Escutando tantas intervenções e partilhas durante o CPO, vejo com alegria que nós, Frades Menores, estamos ancorados profundamente no Evangelho e no exemplo de Jesus. E é exatamente o Evangelho que nos ajuda a aprofundar a nossa fé, a nossa esperança e a nossa capacidade de amar e de sonhar.

É o Evangelho que nos convida a chegar à paixão que Deus nutre para com cada um de nós, de modo a traduzi-la no nosso empenho concreto para com nossos irmãos, para com a Igreja e para com o mundo. O Evangelho é a força e a luz para a nossa contínua conversão. Tudo isto nos conduzirá a uma escuta concreta dos nossos irmãos, nos fará voltar o ouvido às esperanças, às desilusões e aos sonhos que cada um traz consigo.

Deixemos, então, que o Espírito nos conduza a um renovado amor pela Trindade e pelos irmãos da Ordem. O Espírito abrir-nos-á a escutar a voz de Deus que fala no mundo e, ao mesmo tempo, a voz que se eleva do Povo de Deus e da criação. Deixemo-nos impulsionar ao nosso “primeiro amor”, a Deus e à centralidade da Trindade na nossa vida e assim seremos permeados em todo o nosso modo de pensar e de agir.

Eis, portanto, o Documento, fruto da reflexão dos Conselheiros e do Definitório Geral que viveram o processo sinodal, chegando a um texto que nos permite conhecer melhor a nossa realidade e pode ajudar a todos nós a colocarmo-nos em atitude de escuta, de oração e de reflexão, para discernirmos e, portanto, individuarmos caminhos concretos para colocar-nos em saída, respondendo com alegria ao Senhor que nos chama à conversão, para uma vida franciscana mais autêntica no mundo de hoje que muda tão rapidamente.

Espero que este texto permita a todos vocês percorrerem de novo os passos indicados e realizarem outros. O meu desejo, de fato, é que todos vocês, todas as Entidades, cada fraternidade e cada irmão continuem o caminho iniciado com o CPO e, por sua vez, nos vários contextos em que vocês vivem, levem adiante este processo de escuta, de discernimento e de saída.

O Documento conclui-se com algumas propostas concretas sobre três assuntos que consideramos fundamentais: a nossa identidade carismática, os jovens e o cuidado da “casa comum”. Isto não exclui que nos diversos países vocês possam dar atenção também a outros temas emergidos no CPO ou outros relacionados com o contexto em que vivem.

Peço, portanto, que cada Entidade da Ordem e cada fraternidade se coloque em tal processo e o traduza em escolhas concretas de vida. Além disso, recordo que o CPO e este Documento, fruto de um processo de escuta e de leitura dos sinais dos tempos, são parte importante da caminhada para o Capítulo Geral de 2021, no qual deveremos refletir, discernir e decidir sobre a vida da Ordem no futuro próximo, aproveitando as oportunidades que a Igreja e o mundo nos oferecem.

Enfim, quero exprimir a minha gratidão aos Conselheiros pelo empenho na preparação e no desenvolvimento deste processo que nos fez escutar e discernir onde o Espírito de Deus está falando à Ordem hoje.

Roma, 01 de novembro de 2018
Festa de todos os Santos

Frei Michael Perry, ofm
Ministro Geral e Servo

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