Bênção das novas instalações do Convento São Francisco das Chagas em Belo Horizonte
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29/11/2018 EPC Notícias Bênção das novas instalações do Convento São Francisco das Chagas em Belo Horizonte
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Na noite de quarta-feira, 28 de novembro, a comunidade do Guardianato São Francisco das Chagas se reuniu com seus amigos, colaboradores, irmãs e frades de outras comunidades da Província para a bênção das novas instalações da comunidade, que passou por uma reforma de três anos.

Frei Hilton Farias de Souza, Ministro Provincial, durante a celebração do Ofício Divino das Comunidades com bênção da casa, recordou quatro tradições de acolhida e hospitalidade: a tradição bíblica, monástica, franciscana e mineira. Salientou que a reforma da casa foi um encaminhamento do Capítulo Provincial para justamente oferecer a possibilidade de acolher com mais cuidado e conforto os diversos frades que passam pela comunidade para realizar tratamentos e participar de reuniões. Frei Fabiano, guardião da comunidade, agradeceu às pessoas que fizeram a reforma acontecer: construtora, arquitetos, engenheiro e, especialmente, os pedreiros.

Após a bênção das novas instalações, os presentes tiveram a oportunidade de conhecer as novas instalações da comunidade, que está a serviço de toda a província. Em seguida, foi servido um jantar de confraternização.

A reforma

A reforma no Guardianato São Francisco das Chagas foi encaminhada pelo Capítulo Provincial de 2016. Nele lê-se: “Os antigos espaços usados para o Provincialado sejam incorporados ao Convento São Francisco das Chagas e todo o complexo seja reformado, a fim de proporcionar mais conforto aos membros da fraternidade e mais disponibilidade de espaço para os hóspedes”.

O projeto executivo da reforma foi elaborado por Marcio Sollero e as obras foram realizadas pela Santa Cruz Projetos e Construções Ltda (Pitangui-MG). Na reforma dos espaços, em toda área de circulação da casa, foi utilizado piso em granito cinza, com detalhes em granito preto. Já nos quartos, utilizou-se o piso laminado, que garante maior conforto térmico e aconchego ao ambiente.

Já nos quartos da enfermaria, para evitar o granito e o porcelanato, pisos frios e pouco indicado para quartos (principalmente de idosos), foi utilizado o piso vinílico e laminado, adequados para este tipo de instalações, com textura amadeirada que transmite sensação de conforto e remete ao mesmo piso utilizado nos demais quartos da casa.

Foi utilizado um forro de gesso cartonado em toda a extensão do teto e em alguns ambientes específicos, conferindo um visual mais elegante ao espaço. No tocante à capela da comunidade, o projeto para reforma interna foi realizado pelo arquiteto André Nery Figueiredo, com vitrais executados pela D´Falco Vitrais.

Também houve uma reforma completa da rede elétrica e hidráulica do convento. Toda a edificação passou a ser abastecida por energias sustentáveis – aquecimento solar e placas fotovoltaicas.

Alguns detalhes

Das novas instalações vale a pena mencionar dois detalhes. Tanto nos corredores quanto na sala do recreio fraterno há quadros que retratam a história da província na sua caminhada em terras mineiras. Em especial, na sala do recreio, há quatro quadros, do artista Julio César Aristizabal, que recordam a memória de frades que residiram na comunidade: Frei Luís Fernando, frei Cristóvão, frei Mariano e Frei Francisco Prick.

O jardim central foi repaginado, ganhando um novo projeto de paisagismo e uma referência a São Francisco de Assis. A imagem de São Francisco - Custos Vitam (Guardião da Vida) -, inspirada na Encíclica Laudato Si’, foi produzida por uma monja beneditina do Mosteiro Nossa Senhora da Paz, de Itapecerica da Serra - SP.

Francisco é o exemplo por exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. São Boaventura, seu discípulo, contava que ele, ‘enchendo-se da maior ternura ao considerar a origem comum de todas as coisas, dava a todas as criaturas – por mais desprezíveis que parecessem – o doce nome de irmãos e irmã’. Esta convicção não pode ser desvalorizada como romantismo irracional, pois influi nas opções que determinam o nosso comportamento. Se nos aproximarmos da natureza e do meio ambiente sem esta abertura para a admiração e o encanto, se deixarmos de falar a língua da fraternidade e da beleza na nossa relação com o mundo, então as nossas atitudes serão as do dominador, do consumidor ou de um mero explorador dos recursos naturais, incapaz de pôr um limite aos seus interesses imediatos. Pelo contrário, se nos sentirmos intimamente unidos a tudo o que existe, então brotarão de modo espontâneo a sobriedade e a solicitude. A pobreza e a austeridade de São Francisco não eram simplesmente um ascetismo exterior, mas algo de mais radical: uma renúncia a fazer da realidade um mero objeto de uso e domínio.

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