A alegria do Evangelho no olhar da comunicação
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29/11/2018 Ir. Helena Corazza, fsp A alegria do Evangelho no olhar da comunicação
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Olhando, ainda que brevemente, a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, na ótica da comunicação, pode-se dizer que a alegria e o espírito missionário são o fio condutor de toda a carta. Atitudes essas que nascem da autenticidade de vida e se tornam testemunho, fazem parte das novas linguagens, necessárias à nova evangelização, para sermos eficazes ao comunicar na sociedade contemporânea. Quem faz a experiência do encontro pessoal com Cristo vibra pela missão e sua alegria e entusiasmo são contagiantes.

E neste tempo em que a comunicação visual e tátil predomina e as pessoas querem experimentar e sentir proximidade, a pessoa do Papa Francisco demonstrou, desde o primeiro instante do seu pontificado, ser uma pessoa comunicativa, próxima, não só pela palavra, mas pelo seu ser, olhar, gestual, modo de se relacionar, modo de falar e de organizar o discurso.

O Papa fala a partir de um contexto marcado pela cultura midiática e das redes, no contexto da comunicação global. Assinala a importância da pessoa que comunica, o diálogo, acolhimento, tendo em conta o interlocutor e não a comunicação de mão única. Em relação aos meios de comunicação, produção e recepção, recomenda atitude vigilante e crítica, no modo de fazê-la tanto no interno da Igreja quanto em relação ao Sistema para que não se abra mão da mensagem integral do Evangelho.

Um destaque é o da comunicação no interno da Igreja, o modo de comunicar e as linguagens. Repetidas vezes, o papa fala da necessidade do acolhimento. Grande ênfase é dada à preparação da pregação ou à homilia (n.135 a 159) evidenciando a forma e a qualidade com que fazemos as coisas: “A preocupação com a forma de pregar também é uma atitude profundamente espiritual. É responder ao amor de Deus, entregando-nos com todas as nossas capacidades e criatividade à missão que Ele nos confia; mas também é um exercício de amor ao próximo, porque não queremos oferecer aos outros algo de má qualidade” (n. 156).

Entre os desafios do mundo atual, nesta cultura globalizada, influência dos meios de comunicação, a carta aponta a educação para a comunicação e uma atitude crítica para não nos deixarmos levar pela cultura dominante que valoriza o imediato, o superficial, a aparência, o provisório, mas ocupemos nosso espaço com ousadia, produzindo uma comunicação comprometida no anúncio do Evangelho.

Algumas frases do Papa Francisco

92. Não deixemos que nos roubem a comunidade!
97. Não deixemos que nos roubem o Evangelho!
101. Não deixemos que nos roubem o ideal do amor fraterno!
109. Não deixemos que nos roubem a força missionária!
52. Não a uma economia da exclusão
98. Não à guerra entre nós
119. Todos somos discípulos missionários

Esta carta é um programa de vida e de evangelização conforme a Igreja pede e o bem-aventurado Tiago Alberione, fundador da Família Paulina, já dizia em 1926: “o mundo tem necessidade de uma nova, longa e profunda evangelização, que necessita de meios proporcionais e almas inflamadas de fé”. Essa nova evangelização requer  novas linguagens, novos métodos e novo ardor missionário.

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