Província Santa Cruz - Franciscanos - OFM - Belo Horizonte, MG
Santo Franciscano do dia: S. José de Cupertino S. José de Cupertino

Sacerdote da Primeira Ordem Franciscana (1603-1663), canonizado por Clemente XIII (16-07-1767).

José nasceu em Cupertino, na Apúlia, em 17 de junho de 1603, de família humilde, pobre e honrada, e nesse ambiente são recebeu esmerada educação, sobretudo por parte da mãe. Curado milagrosamente duma grave e prolongada doença por intercessão da Virgem Maria, começou a levar uma vida ainda mais dedicada à virtude e à piedade.

A fim de se unir mais intimamente a Deus, pediu para ser admitido entre os Frades Menores Conventuais. Foi-lhe recusada a admissão, porque só era “bom para nada”, conforme lhe disseram. A mesma tentativa de ser aceite entre os Capuchinhos teve idêntico resultado. Causava certo receio a sua insignificância, de mistura com uma vida espiritual salpicada de êxtases e fenômenos extraordinários.

Mas tanto insistiu, que por fim foi admitido entre os Franciscanos Conventuais. E logo vieram ao de cima raros dons de graça, entre os quais uma profunda penetração nos mistérios divinos. Vendo nisso uma vocação para o estado sacerdotal, Frei José pediu com insistência aos superiores para o deixarem frequentar o seminário. Apesar de ter estudado com afinco durante anos, ao cabo de tanto esforço e empenho, da Sagrada Escritura só sabia comentar uma passagem. No exame para o diaconato, o bispo abriu o livro dos evangelhos e calhou ler precisamente essa passagem... Frei José respondeu com prontidão e desenvoltura, e passou o obstáculo. Mas faltava outro exame, mais difícil e mais exigente, para o sacerdócio. Os candidatos que o precederam responderam tão bem, que o bispo decidiu deixá-los passar a todos em bloco.

Como sacerdote, ampliava-se o campo da sua piedade. No relacionamento com o Senhor, a missa constituía para ele um encontro privilegiado. Nas relações com os irmãos e com o povo, era duma caridade inexcedível. Muita gente o procurava em busca de exortações ou conselhos. Muito devoto da Virgem Maria, cultivou com esmero a virtude da pureza.

Por ser muitas vezes arrebatado em êxtase, chamaram-lhe “o santo dos voos”. Mas precisamente esse dom sobrenatural, por vezes mal compreendido, foi para ele causa de sofrimentos por parte de confrades e de eclesiásticos: teve várias vezes de mudar de residência, e foi alvo de proibições e suspeitas, a ponto de ser denunciado perante o santo Ofício. Mas surpreendeu os inquisidores desse tribunal eclesiástico pela sua firmeza na fé e integridade na doutrina. Teve muitas oportunidades de mostrar uma obediência e humildade heroicas. O ministro geral da Ordem, antes desconfiado, foi cativado por ele. Quando o apresentou ao papa Urbano VIII, o Santo foi arrebatado em profundo êxtase, que deixou impressionada toda a corte pontifícia.

A par da austeridade de vida, a sua característica mais notável foi o espírito de oração e união com Deus. A sua vida estava toda salpicada de êxtases. Devido à superabundância dos carismas de que Deus o dotava, teve muitas vezes de mudar de convento, a fim de evitar exageros de fanatismo popular.

Por isso a sua vida religiosa foi um peregrinar constante por diversos conventos. Quando os superiores pensaram em transferi-lo novamente para Assis, foi o papa quem se opôs, argumentando que “para Assis bastava um santo, S. Francisco!”. Morreu num obscuro convento das Marcas, em 18 de setembro de 1663, com 60 anos. Os estudantes franciscanos invocam-no como benévolo protetor nos estudos e nos exames.

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